segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Sal e a Alegria

Antartica era um bom refrigerante
Mas tudo que é bom um dia acaba mal
Quando apareceu um jovem galante
Que se tornou notícia de jornal

Ele sempre andava com uma amante
E eles comiam muito bacalhau
Sua gripe lhe era constipante
Sua esposa comia muito sal

Que haveria de fazer o pobre jovem?
O sal queimaria toda sua alegria!
Pois os que comem sal, nada mais comem!

E seu prazer se tornou agonia
Sua alegria não era de um bom homem
Ainda vivo, ele não mais vivia.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Em terra de cego, quem tem um olho come salsichão

Sr. João, o Grande, estava entediado em seu castelo. Ao raiar do dia ele saiu em seu cavalo em busca de dragões para hipnotizar. Já em seu jardim, que não tinha a grama aparada há algum tempo, encontrou escondido um grande dragão vermelho. O dragão, hipnotizado, o olhava fixamente aonde quer que ele fosse. Então João parou e pensou:
- Eu tenho um olho só!
Mas para ter certeza disso ele precisava encontrar um espelho e seu jardim era também conhecido como a Terra dos Espelhos Anônimos. Surgia então o problema de saber o nome de um espelho para o refletir. A solução encontrada foi escrever todos os nomes do mundo em um papel e gritá-los, um por um, até ser atendido. Ele então começou a gritaria, mas algo inesperado aconteceu. Todas as pessoas cujos nomes eram ditos apareciam magicamente em seu quarto bizarro.
Foi então que Josefina, a "Grande Gorda", como ela própria se intitulava, compreendeu o que se passava. Nem sonho, nem loucura, muito menos conto de fadas, a explicação era simples e plausível. Eufórica, ela correu até João e os outros e começou sua explanação:
- O jardineiro é Jesus e as árvores somos nozes.
Todos puderam ver então a grande luz maligna emanada pela árvore de nozes e resolveram acabar com seu sofrimento dando-lhe um estoque ilimitado de salsichões vienenses engarrafados. Este foi comido por todos e eles acordaram mortos gritando felizes para nunca.

Meu jardim

Batatinha quando nasce espalha
Seno a cosseno bê atrapalha
Essa noite teve um sonho uma velha
Sonho voava como caravelha

Rimar sempre é ruim e atrapalha
E sempre aparece uma gentalha
Que te espanca e emparelha
Com uma espada suja e velha

Deste sonho acordarei sempre assim
Em cima em cima em cima, em baixo em baixo
Em baixo desta nuvem de marfim

Guardarei meu tesouro no jardim
Com árvores de laranja e freixo
Ao lado das flores de alecrim

Bia

Era uma vez, numa dimensão muito próxima, um velho pescador que havia contraído salmonela. Um belo dia esse pescador morreu. O pescador tinha 3 filhas, Nila, Nola e Nula. Ele deixou uma herança para as duas primeiras, mas a terceira era um zero à esquerda. Ela ficou tão triste que resolveu mudar de nome e casar com um sapo.
O sapo, um dia, dividiu por sua esposa (por zero) e STUMBASH! A fenda dimensional foi aberta e Chuck Norris finalmente retornou. Treinado por Euler, Chuck Norris era o único que dividia qualquer herança, por mais complicada que fosse a situação familiar. Chuck pensou em uma maneira de fazê-lo e, no dia seguinte, pôs à venda todos os dentes do presidente, causando a felicidade de milhares de amebas e trazendo à vida os dinossauros robôs. Quando tudo terminou, o presidente banguela comeu uma pizza de calabresa e deu início à famosa saga do sapo-cebola. Nula engoliu suas irmãs e virou duas, levando toda herança. Hoje se chama Bia.

Tarnia: O Sofá, o Sapo e o Mendigo

Um dia o sofá ficou entediado de tanto assistir TV e resolver sair para uma passeio. Mas ele não sabe brincar. Pulou pela janela e matou 5. Ao ver o cata-sucata, correu para um beco e conheceu Zé, o mendigão. Aprendeu as malandragens da rua e se tornou o cafetão mais respeitado da galáxia.
O tempo foi passando e o sofá estava ficando velho e preocupado, pois ainda não tinha um herdeiro para quem pudesse passar seu legado de iogurtes sabor presunto. Certo dia, um elefante ia para o trabalho e trombou com o sofá, causando uma reação em cadeia que acabou por destruir todas as plantações de porcos do planeta. O sofá acabou falido e triste num canto obscuro de uma sala qualquer. Mas, quando menos esperava, apareceu o sapo rico. Rico que só ele, comprou o sofá e o utilizou como lenha para sua lareira. Fez salsichas no espeto e teve uma bela noite de sono. Ao acordar, olhou pela janela e disse:
- Feliz aniversário, envelheço necedade!
E viveu feliz para sempre.

Caco, uma história de vida

Caco palhação de paçoca, sempre feliz. Quando chove, vira meleca. Seu cachorro Salsicha não gosta do vento, que desmancha seu dono.
Um dia, um vento muito forte e mau chamado Hannibal bateu à porta de Caco. Caco, por sua vez, foi atender a porta sem imaginar que o seu fim estava muito, muito próximo. Hannibal sempre carregava um copo de água no seu bolso e, quando foi beber um gole, reparou que havia um sapo na água. O problema é que o sapo confundiu Salsicha com uma mosca, velha inimiga sua, super gigante. O sapo ganacioso matou Salsicha e abriu um carrinho de hotdog, com seu suprimento infinito de salsicha (afinal, ele era gigante). O sapo ficou muito rico e comprou o Google. E fim.
Mas espera um instante! E o que aconteceu com Caco e Hannibal? Ao verem tamanha brutalidade na morte de Salsicha, os dois perceberam que eram homossexuais e resolveram se casar.
No casamento havia muitos hotdogs Google sabor pizza, mas começou a chover, fazendo Caco virar meleca e todos vomitaram até morrer.

Lágrimas de Sapo

Cebolino era um sapo que vivia no deserto. Sua brincadeira favorita era submarino, mas ele nunca tinha tempo de prender a respiração. Por isso, toda vez que mergulhava, acabava morrendo e virando cebola.
Em uma de suas mortes foi utilizado em uma pizza de calabresa. Entrou nas tripas dos gordões e conheceu o abismo mais macabro de todos. Era uma abismo profundo como nenhum outro, no qual era possível se ver todos os piores e mais assustadores pesadelos do universo. Alguns diziam que, se você olhasse mais de alguns minutos para ele, ficaria perdido nos pesadelos como carne de panela. O bom foi que Cebolino aprendeu artes ninja de como abrir latas com a cabeça e a engolir sapos.
Um dia, num desses terríveis pesadelos, ele se engoliu e passou para outra dimensão. Nessa dimensão os números tinham cabelo e comiam batata frita e cebola. Ao se deparar com o 2 e o 8, o sapo foi devorado em 3 segundos. Assim, nesse loop paradoxal, foi que surgiu Aladdin e suas Sete Bodegas. E o sapo viveu preso na lâmpada mágica para todo o infinito.